Pular para o conteúdo principal

Resenhando: Livro

Johnny vai à Guerra
Título Original: Johnny got his Gun
Autor: Dalton Trumbo
Editora: Relume Dumara (2003)

Lançado em 1939, um ano antes da invasão nazista em terras polonesas, se trata de um livro contundente que, apesar do nome, é quase um tratado de paz.
Dividido em duas partes (Livro I Morrer e Livro II Viver) na qual se narra a história de Joe Bonham, um soldado que ao ser atingido por uma granada na 1ª Guerra Mundial fica totalmente mutilado, perdendo seus braços, pernas e seu rosto, passando assim a viver em um hospital militar, tendo como companhia a agonia em não poder enxergar, ouvir, cheirar ou falar, porém, sentindo tudo  o que acontece à sua volta.

Senta que lá vem spoiler!
Construído parte em flashbacks e parte no presente, acompanhamos todo o sofrimento da personagem, que passa o tempo relembrando de fatos e momentos de sua vida, como de sua infância e de sua namorada. Deprimido por não conseguir se comunicar com as enfermeiras, Joe tenta o suicídio por sufocamento mas é salvo e uma traqueostomia o impede de repetir outra vez. Em certo momento, por meio de código de morse (ele bate a cabeça na estrutura da cama), Joe consegue se comunicar com uma enfermeira que informa aos superiores o fato, mas os mesmos não acreditam. Durante esse “diálogo”, Joe faz um pedido simples, “queria sair para sentir o ar fresco fora do hospital, ser colocado em uma redoma e viajar pelo país, para mostrar à população a verdade da guerra às pessoas”, mas mostrando pouca compaixão o chefe da enfermeira nega o pedido. Seu maior desejo é morrer, mas esse pedido também é ignorado, e Joe é condenado a viver o resto de seus dias nessa condição.

Um manifesto pacifista.
O livro foi banido na época por funcionar como campanha para a não entrada dos EUA na 2ª Guerra Mundial, sendo impedido também de ser reimpresso até o final da guerra. Durante a guerra do Vietnã volta a ganhar forças, principalmente pelas informações contidas em sua introdução, na qual se questionava as forças armadas.

Sobre o autor
James Dalton Trumbo nasceu em 1905, em Montrose, EUA, e escreveu outros romances e ensaios, mas se destacou como roteirista de filmes, dentre eles "Papillon", "Exodus" e "Spartacus". Apesar da carreira promissora, venceu o Oscar de Melhor Roteiro somente por "Arenas Sangrentas", assinado com o pseudônimo de Robert Rich, por causa da política macarthista de 1971. Faleceu em 1976, devido a um infarto.

Curiosidades
A Banda Metallica comprou os direitos completos do filme para usá-lo no clipe da música “One” do álbum "...And Justice for All". No Brasil, a Banda Plebe Rude lançou a música "Johnny Vai À Guerra (outra Vez)" do álbum "O Concreto Já Rachou". Em 2015/2016 ganhou uma cinebiografia estrelada por Brian Cranston.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Guia de leitura para John Constantine: Hellblazer | Cronologia

Recomendação de 10 filmes de Artes Marciais | Lista

Tropa Dercy - 62 - Irmãos à Obra

Churchill e três americanos em Londres | Recomendação de Livro

Capitã Marvel | Trailer, poster e imagens

10 filmes com personagens protagonistas LGBT