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Death Note - L: Change the world | Resenha

Título: Death Note - L - Change The World
Autor: M. (Original: Tsugumi Ohba e Takeshi Obata)
Editora: JBC
Nº de páginas: 192
:: Sobre os spoilers
    No texto abaixo, vou soltar spoiler tanto dos mangás, quanto do livro em questão!

:: Sobre o livro
   Este livro
foi baseado no filme live action, de título homônimo, lançado em 2008. É uma das três histórias que L contou para M, para quem não leu Another Note, vou repetir o trecho aqui: “[...]L me contou três histórias - o episódio envolvendo Beyond Birthday é uma delas”. A primeira história acontece quando L tinha 8 anos e foi descoberto por Watari, pelas minhas pesquisas, não existe um livro sobre esta parte. A segunda história, é do livro que falamos semana passada, Os casos de assassinato em Los Angeles. Por fim, a terceira é o último caso de L, quando ele precisa combater bioterroristas e tem apenas 23 dias de vida.
    O livro repete o problema do livro anterior e possui outros, que são um pouco mais chatos. Vou iniciar pelo mesma falha do livro anterior, a narração. Novamente, temos uma história narrada da perspectiva do Mello, mas que ele age como que lendo os pensamentos dos personagens, o que, novamente, não faz sentido algum, o ideal é que quem conta a história, neste caso, não tivesse uma "cara".
    O segundo problema é sua posição na cronologia do Death Note, sabemos que é o último caso do L, ou seja, ele já passou e venceu o embate com Kira. Sendo assim, primeira coisa que pensamos é que Near adotou o nome L, visto como natural, pois era o sucessor. Porém, ainda no começo, L está assistindo uma entrevista do Soichiro Yagami, avisando que o Kira foi preso. Ficou confuso? Pois é… de acordo com o livro, Kira (Light Yagami foi preso), mas nada é dito sobre o L, então julgamos que está vivo, não é o Near. Mas, em uma das páginas seguintes, é dito que L, estava empilhando doces e celulares.... quem possui essa característica no mangá? O Near! No final das contas, descobrimos, por causa da citação do nome verdadeiro, que é o L de sempre, ele não morreu. Sim, após toda a confusão inicial, finalmente é possível perceber que devemos desconsiderar o mangá. O que isso lembra novamente? Fanfic! Pois é, não chegam os problemas de narrativa, agora temos que aguentar um livro que tem o nome de Death Note, mas não segue a linha temporal do mangá.
   Bom, depois de reclamar da história, chega a hora de falar da plot principal. O caso começa citando uma busca por documentos oficiais sobre um atentado terrorista na década de 80, em seguida temos um pequeno salto no tempo, quando L derrotou Kira e então decide anotar seu próprio nome no Death Note, para encerrar a batalha. É neste período que ele recebe três visitas importantes, um agente disfarçado do FBI, uma garota chamada Maki, que perdeu o pai assassinado por bioterroristas e a Dra. Kujo, assistente do pai de Maki. Toda a história se desenvolve em torno da garota, que possui o antídoto para um vírus poderoso que será usado pela organização criminosa Blue Ship para eliminar boa parte da população e criar um mundo melhor, ideia semelhante ao que Kira almejava. A Dra. Kujo é uma terrorista disfarçada, membro da Blue Ship, se aproveitando da confiança de Maki, e Suruga, agente do FBI, está em busca do Death Note, pois os EUA consideram uma arma perigosa para ficar nas mãos de L.
   Obviamente, toda a história envolve traições, ameaças, tentativa de u
so do Death Note e as famosas antecipações de passos do L. Confesso que a trama é bem legal, mas em um dos momentos finais, o autor novamente dá uma escorregada, utilizando, de maneira preguiçosa, a mesma ideia do mangá/anime, que é pular de um prédio, ser pego por um colchão enquanto uma segunda pessoa de fantasia, finge que está estatelada no chão.
   O final realmente foi bem clichê, com direito a mocinha salvando a bandida, vilã arrependida e discurso de justiça, praticamente uma novela. Tudo bem que no mangá também existe isso, mas há muito mais uma explicação de como Near conseguiu pegar Light, todos os passos de suas deduções e como chegaram a situação final.
   O grande erro é colocar um Death Note no título, o que vemos não pertence à mesma linha de tempo, não faz parte da história mas repete ideias do mangá. Tem que existir um respeito aos personagens, suas características e, principalmente, ao leitores. Ainda assim, recomendo a leitura, para que vocês tirem suas próprias conclusões!
   Continuem nos acompanhando, em breve falaremos de outros livros! 

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