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Domésticas | Recomendação de filme “não hollywoodiano”


Domésticas - 2001 - Brasil

Você já parou para pensar como é a vida daquela moça ou senhora que você paga para limpar sua casa ou que cuida da limpeza na sua escola, faculdade, trabalho ou então já pensou naquele porteiro que trabalha nos prédios que frequenta? São estes os pontos que Fernando Meirelles, diretor deste filme, mostra para o público nesta comédia brasileira de 2001!
    O filme já começa mostrando um dos maiores problemas da categoria, que é a baixa escolaridade. Com dificuldades de leitura, uma moça começa apresentando o filme, seguida por um momento de quebra da quarta parede, quando uma das personagens dá um depoimento sobre o que pensa e como é a sua vida. Diferente do filme Que horas ela volta? da Anna Muylaert, a crítica em Domésticas é um pouco mais sutil, mesmo porque o tom do filme é comédia.
    No desenvolvimento do filme, acompanhamos cinco protagonistas, todas empregadas e cada uma com um pensamento. Roxane é uma moça que sonha em ser modelo e apesar de mostrar ser muito esperta, ainda é muito ingênua para certas malícias das vida. Cida é uma mulher mais madura, casada, mas que tem um marido que não dá atenção. Já Raimunda é uma moça solteira que é doida para casar. Temos também Créo, uma mulher muito séria que sofre com a rebeldia da filha e endeusa sua patroa. Por fim, a personagem Quitéria, a mais ingênua de todas, sofre pela baixa escolaridade e não tem perspectiva na vida.
    Assim como na parte inicial, o filme tem outros momentos de conversa com o público, em que as personagens relatam seus problemas e o drama de trabalhar em um emprego sofrido. Há também pequenos enredos para alguns personagens secundários que rodeiam as protagonistas, como o porteiro e dois amigos que tentam ser criminosos.
    De forma leve e divertida, Domésticas é um filme indicado para quase todas as idades, não incluo as crianças pois há algumas cenas mais “quentes”. O filme é uma boa forma de valorizarmos mais o trabalho de tantas pessoas que nos rodeiam, pessoas que muitas vezes parecem invisíveis. E também há uma crítica, ainda que não muito pesada, ao racismo.
    Confiram o trailer:
    Boa sessão pipoca!

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