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Defensores - Netflix | Crítica

Por: Etore Modena

Fala galera! Nós, da Tropa Dercy, tivemos a oportunidade de realizar uma maratona dos Defensores na Netflix! Teremos, inclusive, um making of desta empreitada para vocês conhecerem um pouco mais sobre nosso “trabalho”, além dos textos e podcasts.

Da Tropa, participaram Pedro, Maurício, Feitosa, Roberto e claro, eu (o  Etore)! Também tivemos a presença do ilustre fã número 1 Vinícius e do Damião.

Sobre Maratonas

A vantagem da Netflix em disponibilizar, em uma tacada só, todos os episódios de uma série, é que além de suprir nossa ansiedade (e vício) nos possibilita analisar seu conteúdo de forma linear, identificando a topografia dos principais elementos de cada conteúdo. Por exemplo, uma série de ação, será que a ação é mantida? Ou, será que em uma série investigativa o suspense é mantido em todos os episódios?

Desta forma, temos que avaliar se a qualidade esperada foi entregue e, quando assistido em grupo, temos também como garantir boas horas de diversão, frango frito (no caso da Tropa) e muitas, mas muitas risadas.

Sobre Defensores

Após a maratona de 8 horas seguidas, madrugada adentro e de dois dias de sono saudável para recuperação total, tanto do cansaço quanto do excesso de frango frito e refrigerantes, pude refletir sobre o conteúdo assistido. Não posso mentir, a expectativa estava um tanto elevada, tantos heróis em uma única série não poderiam decepcionar.

Vamos lá!

Analisando inicialmente o roteiro, percebemos que a trama toda faz com que heróis, coadjuvantes e vilões se apaguem mutuamente. A própria Madame Gao, que nas séries anteriores era um grande vilão, resume-se a uma seção inferior do Tentáculo e paradoxalmente é a única entre os membros que possui grande poder e habilidade para dominação da organização na qual pertence.

O Tentáculo, assim como seus membros citados anteriormente, é reduzido a um grupo pequeno, pouco organizado e com recursos duvidosos. Um contraponto com as séries do Demolidor e Punho de Ferro. Estranhamente, o mesmo ocorre com o Departamento de Polícia de Nova Iorque, tão eficiente em Luke Cage, mas em Defensores quando muito é um reduto para os coadjuvantes se reunirem e os policiais transitarem sem qualquer vinculação efetiva na série, exceto pela Misty Knight que literalmente dá um braço para ter algum destaque na série.

Os coadjuvantes de destaque são Collen Wing, Claire Temple e Foggy Nelson, sendo a primeira ativa nas cenas de ação e os demais responsáveis pela continuidade de alguns impasses do roteiro (destaque para Foggy dando uma forcinha para o dilema cruel do Demolidor).

Elektra Natchios é um parágrafo à parte, uma vilã com grandes poderes e que, SIM, sozinha dá um boa surra no elenco todo, sejam heróis ou vilões. Seu renascimento é um dos grandes destaques da série, porém sua reconstrução como personagem não alcança uma complexidade nem profundidade suficientes para cativar um futuro retorno, seja como vilã ou anti-heroína na 3° temporada de Demolidor.

Chegamos na cereja do bolo! O Quarteto do Bairro... Quero dizer, os Defensores. Começando pelo Luke Cage, o período em Seagate aparentemente não muda os aspectos do personagem, o mesmo Luke da 1° Temporada é visto agora, exceto pelo cafezinho com a Srta. Claire que é finalmente apreciado. Cenas de ação, motivações e uso de habilidades não mudam.

O Demolidor inicia a temporada ainda dentro do dilema de “Ser ou Não Ser” o Demolidor. Como dito anteriormente, Foggy Nelson resolve isso e as lutas com este herói são sempre um espetáculo à parte. Porém, infelizmente, temos um porém... Um dos grandes problemas do desfecho final da temporada é também causado por ele. Chespirito chamaria de Julieu e Romieta, assistam e concluam.

Punho de Ferro é especialmente prejudicado pelo roteiro. No início Daniel Rand mostra-se mais maduro, consequência de sua saga na 1°temporada, isto anima, tudo indica que ele será o líder do grupo, um Tony Stark menos ricos talvez, aquela fórmula Marvel já vista até mesmo com o Peter Parker da HQ. Porém, ao longo da série vai se transformado em secundário, depois em objeto e a previsibilidade do roteiro entrega seu desfecho de modo um tanto trágico para seus fãs, quase uma escorregada na banana.

Por fim, Jessica Jones, única mulher do grupo e muito diferente de seus parceiros, é responsável por frases de impacto (com o nome do primeiro episódio) e ao longo dos diálogos mostra um tom sarcástico que aproxima o telespectador da trama. Algumas frases, infelizmente, são apresentadas fora de tempo, mas no geral a personagem se mostra mais hábil que seus colegas “bons de briga”, mostrando que a malícia ainda é um poder maior que muitos outros escoteiros de capa por aí.

Defensores é uma série feita para vitrine, apresentação do hall de personagens criados para Netflix. Não é uma obra prima, mas tem uma excelente identidade visual, o roteiro não é redondo, coisas acontecem sem explicação como o efeito sísmico exagerado terremoto de Nova Iorque, mas sem efeitos colaterais a altura. Contudo, deixa em sua última cena um gostinho do que vem por aí, ao menos com o Demolidor. Assistir com a Tropa proporcionou boas risadas e angústias compartilhadas em relação ao roteiro.

Nota: 6.5/10

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